Casa nova

22/09/2010 às 10:08 | Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Pessoal,

O Saída de Rede está de casa nova, o Melhor do Vôlei. Agoram todas as novas postagens vão para lá: http://www.melhordovolei.us/saidaderede/

Abraços,

Carol

Problemas para fechar?

19/09/2010 às 21:47 | Publicado em Alemanha, Bernardinho, Mundial, Seleção brasileira | 1 Comentário
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Não houve transmissão dos dois primeiros amistosos do Brasil contra a Alemanha e, assim, fica complicado fazer qualquer análise. Como saber se fulano jogou bem ou ciclano esteve mal tendo como base somente relatos de lances esporádicos? Não seria honesto comigo, com o público que frequenta este blog e muito menos com os jogadores.

Analisar as escalações e os nomes que entraram durante o jogo poderia ser um caminho, mas ainda assim ele é traiçoeiro: afinal, trata-se ainda de um período de testes e não sabemos direito em que momento, por quanto tempo e o que fizeram exatamente os atletas que entraram em quadra.

Sem estatísticas, a coisa complica mais ainda. Resta então tentar traçar um comentário baseado nos placares (2 x 3 na sexta e 3 x 1 neste domingo) e nos relatos de quem estava lá. E o que eu reparei foi algo que já havia chamado atenção nos jogos contra a Polônia no Paraná: a falta de concentração da seleção na hora de fechar os sets. Em Curitiba, isso acabou meio que passando despercebido porque normalmente a vantagem estabelecida era grande o suficiente para evitar maiores problemas com os sucessivos pontos tomados neste momento, mas trata-se de algo que pode ser fatal em uma partida decisiva do Mundial.

A forma extrema desta dificuldade apareceu no tie-break contra a Alemanha: após estar vencendo por 9/3, o Brasil acabou perdendo por 15/13. Esta virada, porém, me parece uma exceção e eu acho que dificilmente se repetirá – conhecendo o Bernardinho, aliás, a bronca não deve ter sido pequena.

Por outro lado, o único set que os brasileiros perderam na segunda partida (24/26) foi após eles estarem vencendo por 22/20 e terem obtido um set point com 24/23. Na segunda etapa, o placar chegou a estar em 19/12, mas só foi terminar em…. 25/23!

A terceira parcial foi semelhante: após ir para o segundo tempo técnico com 16/13, o Brasil precisou salvar set point. Somente o quarto set parece ter sido um pouco mais normal, com os campeões mundiais dominando o tempo todo e conseguindo frear uma reação após ter 16/11 e ver essa vantagem cair para apenas dois pontos. Entretanto, difícil saber até que ponto houve mérito dos brasileiros ou falha dos alemães, que segundo o release do jogo, desperdiçaram muitos saques.

Alguém explica?

17/09/2010 às 10:48 | Publicado em Itália, Mundial, Seleção brasileira | 2 Comentários
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A seleção brasileira masculina de vôlei faz na tarde desta sexta-feira o primeiro amistoso contra a Alemanha. É a fase final da preparação para o Campeonato Mundial, onde o time de Bernardinho tentará o tricampeonato.

Quaisquer que sejam os resultados, será um torneio confuso. Ou alguém consegue entender de cara essa bizarra fórmula promovida pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB)? Nem a Federação Paulista de Futebol (FPF) conseguiria fazer pior…

Para piorar, a disposição da Itália como cabeça do grupo A facilita e muito o caminho dos donos da casa até a semifinal, enquanto todas as outras seleções vão se matando no meio do caminho. Obviamente, este regulamento deixou o time brasileiro louco da vida e o Murilo expressou isso quando lhe questionei sobre o tema recentemente.

Apesar de todos os “esforços”, não levo fé na Itália. Eles podem até conseguir ficar entre os quatro, mas é vergonhoso que seja com uma bela ajuda do regulamento – ainda que o espírito da década de 90 baixe no atual time e os italianos façam belas atuações, sempre ficará a suspeita. O Mundial já começa manchado.

Tinha um pit bull no meio do caminho

14/09/2010 às 21:02 | Publicado em Bernardo Romano, vôlei de praia | 1 Comentário
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Nem só de glórias vive o esporte e, consequentemente, o vôlei. Apesar dos medalhões serem os protagonistas dos noticiários e os alvos dos fãs, os coadjuvantes também tem a sua importâncias. Muitas vezes ela até extrapola as quadras.

É o caso de Bernardo Romano. Ele tem alguns pódios no Circuito Brasileiro de vôlei de praia, a prata nos Jogos Militares e o bronze nos Jogos da Lusofonia como melhores resultados da carreira. Batalhador, por pouco não teve sua carreira comprometida em maio deste ano.

Ao lado da mulher, Bernardo passeava com seu labrador pelo Rio de Janeiro quando seu cachorro foi atacado por um pit bull. Ao ver que seu animal de estimação estava levando a pior, o jogador interveio e seu um soco no outro cachorro, que mordeu sua mão direita de forma violenta.

Levado ao hospital, Bernardo precisou passar por um pequeno procedimento cirúrgico e depois de muita fisioterapia conseguiu voltar às quadras dois meses e meio depois. Mas o ano já estava comprometido. Em 2011, a meta é voltar ao Circuito Mundial e, assim, tentar chegar à Olimpíada de Londres. O caminho será complicadíssimo, mas não custa tentar.

O dono do pit bull? Um playboyzinho que não deu a menor assistência ao Bernardo. Nem desculpas ela pediu. Obviamente, apesar do boletim de ocorrência, nada aconteceu a ele.

Leia mais:
Após mordida de pit bull, brasileiro sonha com Londres-2012

Alan, Bravo e Tavares in; Alves e Éder, out.

10/09/2010 às 18:35 | Publicado em Mundial, Seleção brasileira | 2 Comentários
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Bernardinho: trabalho rumo ao tri mundial (Divulgação/FIVB)

A semana de treinos em Saquarema está terminando e o Bernardinho resolveu antecipar a lista de inscritos para o Mundial: o ponteiro Thiago Alves e o central Éder estão fora. Faz sentido, já que libera os atletas cortados para cuidarem de suas apresentações respectivamente no Sesi e na Cimed, sem a necessidade de ambos ficarem inutilmente à disposição da seleção até a viagem da próxima quarta-feira, quando o grupo embarca para a Europa para a disputa mais importante do ano.

Com a possibilidade de levar 14 jogadores, desde que dois destes fossem líberos (se quisesse levar apenas um líbero, só 13 atletas poderiam ser inscritos), Bernardinho optou por dar uma chance a Alan, líbero que está de volta às quadras depois de quase dois anos parado devido a lesões. Em um torneio com nove jogos em 16 dias, ele deve ser usado nas partidas menos complicadas, dando um descanso a Mario Jr., que perdeu os três amistosos em Curiba devido a uma contratura nas costas.

A questão física do Mario pode não ter sido determinante, mas certamente pesou. Afinal, por que o líbero deveria ser o único a ser sempre utilizado em um torneio desgastante como este? Além do mais, é uma ótima oportunidade para Alan já ir se acostumando à pressão das grandes disputas internacionais, dado que Serginho sairá da seleção depois das Olimpíadas de Londres.

Pelo mesmo motivo, acho que o José Roberto Guimarães optará pela inscrição de 14 jogadoras, levando a Fabi e a Camila Brait como líberos, apesar de ontem, em Saquarema, ele ter manifestado dúvida quanto a isto. Se a presença de um(a) segundo (a) líbero ainda obrigasse a saída de alguém em outra posição, tudo bem, mas o regulamento do mundial é praticamente um aviso de “ó, é para todo mundo levar mais um líbero, entenderam?”.

Éder, por sua vez, perdeu a vaga no Mundial muito mais pela pubalgia que teve este ano do que por qualquer coisa que tenha (ou não) feito em quadra. O Mundial já está aí e o técnico acredita que não é mais o momento de dar ritmo de jogo a ninguém, especialmente quando se tem à disposição Rodrigão, Lucão e Sidão “voando” em quadra.

Com três boas opções no meio, Bernardinho resolveu levar cinco ponteiros, sendo que um deles, João Paulo Tavares, pode jogar também como oposto. Ele, aliás, finalmente ganha uma boa chance na seleção, já que desde 2005 volta e meia é chamado, mas nunca aproveitado. Não será presença constante em quadra, mas pelo menos vai estar lá na Itália.

Dono de uma carreira consistente no exterior, João Paulo Bravo é um caso à parte: com 31 anos, foi convocado no ano passado mais para compor grupo. Uma lesão no abdômen, para piorar, o tirou daquela Liga Mundial. Este ano também não participou dos momentos importantes, mas foi tão bem nos treinos e amistosos que ganhou a chance. Como se não bastasse, há três anos está se destacando na Itália, mais precisamente no Piacenza.

Com um passe bom a ponto se ter sido cogitado para uma das vagas de líbero, Bravo pode ser importantíssimo em um momento no qual os levantadores não inspiram a maior das confianças e, por isso, precisam mais do que nunca do passe na mão. Sem estes diferenciais, Alves acabou perdendo espaço em um time no qual parecia presença certa neste ciclo olímpico e terá que lutar bastante para não colocar sua vaga em Londres-2012 em risco.

Confira o time do Brasil que buscará o tricampeonato mundial entre 25 de setembro e 10 de outubro, na Itália:

Levantadores: Bruninho e Marlon
Ponteiros: Murilo, Dante, Giba, João Paulo Bravo e João Paulo Tavares*
Centrais: Rodrigão, Lucão e Sidão
Opostos: Leandro Vissotto e Theo
Líberos: Mário Jr. e Alan.

*também joga como oposto

Ping-Pong com Fabíola

09/09/2010 às 12:28 | Publicado em Fabíola, Fofão, Mundial, Seleção brasileira | 2 Comentários
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Única novidade na seleção brasileira feminina em 2010, a levantadora Fabíola surpreendeu ao conquistar, com méritos, a posição de titular durante o Grand Prix. Agora, ela se prepara para a disputa do Campeonato Mundial, onde dividirá com Dani Lins a durão missão de dar prosseguimento aos trabalhos de Fofão e Fernanda Venturini com a camisa amarela.

Conversei com a atleta rapidamente durante o desembarque da seleção feminina, na semana passada. A matéria já foi publicada há alguns dias pela Gazeta Esportiva.Net, mas publico aqui a entrevista em forma de ping-pong. Espero que gostem:

Apesar de o título do Grand Prix não ter vindo, você volta satisfeita com o seu desempenho?
Fabíola: Eu volto, volto feliz pela oportunidade de jogar como titular. Nunca tinha feito uma experiencia internacional como titular e para mim foi muito bom. O grupo inteiro aprendeu muito nesse campeonato e tem muita coisa que a gente precisa acertar nesses dias antes do Mundial. Foi muito bom, valeu muito a pena. Não vencemos, mas ganhamos em outras coisas.

O que você acha que precisa melhorar?
Fabíola: Tudo. Principalmente da forma como estou, tenho que melhorar muito e sempre com este pensamento: melhorar e crescer a cada dia, porque a partir do momento em que você acha que está bom é porque algo está errado.

Mas não tem nada específico que você acredite que mereça maior atenção?
Fabíola:
Em geral a gente vai acertar tudo… a bola da saída, a bola do meio, a bola da ponta. Esses quase dois meses servirão para acertar tudo que tivemos de dificuldade no Grand Prix.

Houve uma conversa que a Fofão poderia voltar para o Mundial. Como é suceder ela e a Fernanda Venturini?
Fabíola:
Se a Fofão voltar, o lugar dela está garantido aqui na seleção porque isso ela conqistou. Caso ela não retorne, eu, a Dani Lins, ou quem quer que seja temos essa responsabilidade. Não tem a levantadora titular, quem estiver bem no momento vai jogar. Entre eu e a Dani, uma tá torcendo pela outra e o que importa é a seleção ser campeã, independente de quem seja a titular.

Dezesseis menos dois

06/09/2010 às 22:49 | Publicado em Bernardinho, Mundial, Seleção brasileira | 4 Comentários

Além da cirurgia da Mari, o mundo voleibolístico teve neste fim de semana os últimos jogos da seleção masculina no Brasil, também conhecidos como aqueles que serviram para o técnico Bernardinho ter uma ideia melhor sobre quais serão os dois jogadores cortados do Mundial da Itália.

As escalações variaram bastante de um dia para o outro e somente Murilo, que vem sendo incontestável este ano, e Mario Jr., machucado, não entraram em quadra. Derrotada facilmente nos dois primeiros jogos, a Polônia também fez rodízio e só quando Kurek esteve em quadra conseguiu, de fato, incomodar o Brasil.

O 3 a 2 do domingo, aliás, foi recheado de falhas no passe verde-amarelo e rendeu uma cena sensacional: o Bernardinho louco da vida, mas sem poder fazer quase nada porque estava na cadeira de rodas. Em certo momento, ele ficou tão nervoso com o time que não me espantaria de vê-lo jogar a cadeira em algum infeliz por ali… rs

Encerrados os amistosos, a CBV informou que a lista final para o Mundial provavelmente sai no dia 13, um antes do embarque. Dos 16 que treinam em Saquarema, dois poderão se apresentar aos seus respectivos clubes mais cedo.

Na minha opinião, dez já estão garantidos: Bruno, Dante, Giba, Leandro Vissotto, Lucão, Mario Jr., Marlon, Murilo, Rodrigão e Théo. Os outros seis (Alan, Éder, João Paulo Tavares, João Paulo Bravo, Sidão e Thiago Alves) lutarão pelas quatro vagas restantes.

Quais são as principais dúvidas do Bernardinho? Tentaremos destrinchá-las:

Quatro centrais? Cinco ponteiros?
Com a possibilidade de inscrever 14 jogadores para o Mundial da Itália, o técnico brasileiro deve contar com dois levantadores, dois opostos, dois líberos e … quatro centrais e quatro ponteiros ou três centrais e cinco ponteiros? Voto na primeira opção, até porque ter cinco jogadores para disputar duas vagas de titular me parece um exagero…

Thiago Alves, João Paulo Bravo ou João Paulo Tavares?
Murilo, Giba e Dante certamente passarão o fim de setembro e o começo de outubro na Europa, mas quem vai com eles na ponta? Thiago, João Paulo Bravo e João Paulo Tavares são candidatos a um ou dois lugares na posição e acredito que Thiago seja favorito pelo fato de ser sido convocação constantes desde Pequim. Tavares também joga de oposto, mas este fator não me parece fundamental nesta convocação. Já Bravo também virou opção como líbero… porém, o fato de ter sido mais aproveitado durante as partidas em Curitiba como atacante me deixou intrigada e pode ser um sinal que ele será o grande coringa da equipe.

Líbero reserva: Alan ou João Paulo Bravo?
A possibilidade de levar um líbero reserva abriu uma grande oportunidade para Alan voltar a jogar em grande estilo. Era ele, aliás, que no fim do outro ciclo olímpico estava sendo preparado para substituir Serginho, mas duas lesões no tendão-de-Aquiles o deixaram quase dois anos afastado das quadras e Mario Jr. aproveitou a oportunidade com tudo.

Sinceramente, não o achei tão bem nos jogos em Curitiba e chamaria o Bravo pela experiência na Itália e pela possibilidade de também atuar na ponta, se for necessário. Porém, a comissão técnica pode optar por alguém que seja especialista na função, algo que o Bernardinho sempre prestigiou.

Reserva no meio-de-rede
Rodrigão, pela experiência, e Lucão, por tudo o que jogou na Liga Mundial, são hoje os titulares do time, enquanto Éder e Sidão disputam a terceira vaga na posição, certamente a mais bem servida hoje no Brasil tanto na equipe masculina quanto na feminina.

Sidão foi muito, muito bem nos amistosos e por isso desponta como o favorito. Éder também é ótimo jogador, mas a pubalgia que o afetou após a Superliga diminuiu as chances dele nesta temporada de seleções. Se Bernardinho levar quatro centrais, o que tem uma boa chance de acontecer, entra.

Enquanto isso…- A Mari saiu da clínica onde estava internada e as notícias vindas do site oficial dela são muito boas: a jogadora já consegue flexionar a perna em 90 graus e até deu alguns passos. Nada mau para quem tem pouco mais de 72 horas de pós-operatório.

Fora do Mundial, mas não da seleção

05/09/2010 às 11:22 | Publicado em Mari, Mundial, Seleção brasileira | 8 Comentários
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(Divulgação/FIVB)

Não deu para Mari. Apesar da tranquilidade da jogadora e da torcida dos fãs de vôlei, a ponteira realmente não terá condições de disputar do Campeonato Mundial, entre outubro e novembro. Segundo os médicos, o que sobrou de ligamentos não era suficiente para segurar o joelho durante a competição. A previsão inicial é de seis meses fora, mas este tempo pode ser diminuído de acordo com o que acontecer na recuperação.

Como lembrou o Kid nos comentários, se tem alguém que merecia muito jogar no Japão era a Mari, pois ela participou de todos os torneios desde Pequim. Agora, porém, perdeu a cereja do bolo ao se machucar sozinha durante um bloqueio no jogo contra a Polônia no Grand Prix. Puro azar.

Mari completa assim a “trinca” de ligamentos cruzados rompidos entre as ponteiras da seleção – tanto Jaque quanto Paula já passaram por isto também. De qualquer forma, o corte do Mundial não significa que ela esteja fora da seleção. Pelo contrário: na segunda Mari já vai para Saquarema, iniciar a recuperação com o restante do time.

Se por um lado não tem condições físicas de contribuir em quadra na luta pelo inédito título, Mari terá um papel importante fora dela, não deixando as companheiras de equipe se abalarem e principalmente aconselhando Fernanda Garay e Natália, que ao menos no começo do Mundial deve jogar como titular na ponta. Seria, inclusive, bem bacana se a CBV a levasse para o Japão a fim de acompanhar o torneio com o grupo.

A julgar pela recuperação de Mari após o massacre psicológico de Atenas, que foi seguido por uma cirurgia no ombro, não tenho a menor dúvida de que ela voltará em 2011 melhor do que antes. Toda a sorte do mundo para a camisa sete da seleção.

Enquanto isso…

- Cortes não são um privilégio do Brasil. Após passar por uma cirurgia no ombro esquerdo, a ponteira Hui Ruoqi não vai defender a China no Mundial.

Tiemi fora, Garay dentro: a primeira lista do Mundial

03/09/2010 às 23:19 | Publicado em Ana Tiemi, Fernanda Garay, Mundial, Seleção brasileira | 5 Comentários
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A grande chance de Fernanda Garay (Divulgação/CBV)

A primeira lista de convocadas para o Campeonato Mundial foi divulgada nesta sexta-feira. São 16 jogadoras chamadas* e, apesar de a CBV dizer que José Roberto Guimarães ainda pode relacionar outras atletas para o Mundial, acho dificil que isso aconteça sem uma nova contusão (bate na madeira três vezes).

Duas coisas me chamaram a atenção na convocação: a presença, já esperada, de Fernanda Garay, e a ausência de Ana Tiemi. Confesso que o fato de a jogadora do Sollys/Osasco não ir nem a Saquarema participar dos treinamentos me surpreendeu bastante, especialmente após Dani Lins render abaixo do esperado no GP.

Esta, porém, é uma resposta que vamos demorar muito a ter, já que o Zé tem por praxe não falar de jogadora não convocada. Muitos culpam o fato de ela seguir “acomodada” no Sollys/Osasco e, apesar de entender a postura dela de permanecer no time, acredito que a reserva da Carol Albuquerque realmente pode ter influenciado (e muito) na decisão do treinador. O fim do sonho de seleção, ao menos neste ciclo olímpico, pode ser a consequência pelo alívio financeiro.

A convocação da Garay era óbvia depois das lesões da Mari e da Paula. Maior pontuadora da última Superliga, atacante com melhor aproveitamento, melhor bloqueadora e quinta melhor recepção do Nacional, ela é a melhor atacante brasileira fora da seleção na atualidade. Peca às vezes pela falta de experiência em grandes partidas, mas tem um passe regular, uma necessidade urgente na seleção.

Achei um erro ela ter se transferido para o Japão (até o Nalbert ficou esquecido quando esteve lá), mas esta convocação é a grande chance da carreira da Garay: se eu fosse ela, deixava de lado qualquer outra coisa no mundo e passava os próximos 50 dias treinando, treinando, treinando e treinando mais um pouco. Em um momento no qual duas ponteiras estão longe da melhor forma física e Sassá rende abaixo do esperado, Garay pode cavar seu lugar no time nacional.

Todo o grupo que esteve no Grand Prix voltou a ser convocado para os treinamentos e ainda teremos o retorno de Carol Gattaz. Ela, que passou as últimas semanas tratando de uma fascite plantar, merece uma chance de pelo menos medir forças com Adenízia até o Mundial na luta pela reserva de Fabiana e Thaísa. Acho bem improvável, mas também não descartaria uma relação com quatro centrais e três ponteiras dependendo do que acontecer até o Mundial…

*A CBV colocou 14 no título e no texto, mas pode contar lá que tem 16…

Merecido

03/09/2010 às 12:13 | Publicado em Costagrande, Itália | 4 Comentários
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Com a Piccinini e a Del Core decepcionando no Grand Prix, o técnico da Itália, Massimo Barbolini, resolveu ceder à pressão da imprensa e da torcida e finalmente convocou Carolina Costagrande para a seleção. Uma péssima notícia para os adversários, mas uma excelente novidade para quem gosta de vôlei.

A argentina Costagrande é ótima jogadora e já não é de hoje que merecia uma chance para brilhar no cenário de seleções. Até chegou a defender e ser capitã de seu país lá pelos idos do Mundial 2002, mas como o vôlei dos nossos vizinhos é uma vergonha, acabou desistindo e focou sua carreira em clubes. 

A jogadora também é vista como “traidora” por muitos de seus compatriotas, mas não concordo: eles é que não souberam aproveitar o talento dela para desenvolver o esporte no país.

O auge da carreira da Costagrande foi em Pesaro, onde conquistou três títulos italianos e conviveu ao lado de vários brasileiros, como o Zé Roberto, o Ângelo Vercesi, a Mari, a Sheilla, a Jaque… Por isso, a agora atleta do Dínamo de Moscou tem excelente português, como mostra o vídeo abaixo.

A estreia da ponteira com a camisa da Azzurra será no classificatório europeu para o Grand Prix, entre os dias 17 e 22 de setembro. Além de Piccinini e Del Core, ela vai disputar posição com Bosetti e Di Iulio. Alguém duvida que ela vai para o Mundial? Aproveito e lanço outra questão: até que ponto é certo um país se beneficiar de uma jogadora estrangeira em sua seleção?

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