O mais difícil

27/07/2010 às 0:11 | Publicado em Liga Mundial, Seleção brasileira | 1 Comentário
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A tradicional comemoração

Sim, eu sei que demorar a escrever sobre um acontecimento importante não é o ideal para um blog que está começando. Mas eu estava sem acesso a Internet e passei a segunda toda em Cumbica justamente esperando a seleção de vôlei. Para variar, o voo demorou. Aliás, incrível como estes caras passam por todo tipo de problemas aéreos: malas extraviadas, atrasos, conexões perdidas… Em 2007, quando o avião da TAM se acidentou em Congonhas, muitos atletas não conseguiu chegar em casa porque tudo virou um caos.

Comentariozinho de bastidores à parte, vamos ao que interessa: a conquista do eneacampeonato da Liga Mundial. Mais do que o simbolismo de ultrapassar a Itália e se tornar o maior vencedor da história, a vitória deste domingo significa a afirmação da geração pós-Pequim do vôlei brasileiro.

Bernardinho sempre costuma enfatizar em suas entrevistas que “o difícil não é ganhar, mas sim se manter no topo”. E foi justamente isso o que houve em Córdoba: se aquela vitória eletrizante contra a Sérvia em 2009 provou a todos que o time ainda era forte, o título de 2010 mostrou que os jovens brasileiros sabem lidar com a pressão por vitórias, reagindo nos momentos mais complicados. Este é o maior motivo para se comemorar.

No quarto set da final, a impressão era a de que, como se diz no interior, “o caldo tinha entornado de vez”. Vinda de uma derrota na etapa anterior, o ataque brasileiro havia virado presa fácil do bloqueio russo, muito em decorrência da irregularidade de Marlon e Bruno sem o passe na mão. O tie-break se desenhava até que Bernardinho pediu tempo com 16/20 no placar.

Enquanto todos discutiam o que estava acontecendo, Giba pediu a atenção do grupo e conclamou que todos tivessem “força” para conseguir a improvável virada – o mesmo Giba que havia sido completamente ineficiente em quadra quando entrou no terceiro set. Merecido MVP da Liga, Murilo contou no aeroporto que, durante esta pausa, conversou com o capitão e decidiu mudar a maneira de sacar. A alteração deu certo, o bloqueio entrou e o título veio após um saque ridículo de Krasikov.

Destaque ainda para a postura de Theo, que ganhou sua primeira grande oportunidade na seleção em uma final e não decepcionou Bernardinho. Outro novato, Mario Jr. fez mais uma excelente partida e orgulhou o titular Serginho, com quem confessou ter chorado ao telefone após a partida. Depois de um ano fora, Dante sacramentou da melhor maneira possível sua volta à seleção.

Agora, os jogadores ganham o restante da semana de folga e se reapresentam segunda-feira, em Saquarema para iniciar os treinos de olho no Mundial, entre 25 de setembro e 10 de outubro. Até lá, amistosos na Europa e em Curitiba deverão ser disputados. Mas esse período é assunto para um outro post…

Leia mais:

Fantasma de Ricardinho não incomoda Bruno e Marlon
(http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/07/26/646719.html)

Melhor líbero, Mario Jr. chora ao telefone com Serginho
(http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/07/26/646683.html)

Brasileiros se jogam na água fria para comemorar recorde
(http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/07/26/646694.html)

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1 Comentário »

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  1. Você tá sabendo mais de viagens do que eu! E aliás, perdeu a oportunidade de fazer ótimas perguntas para a Seleção a respeito de Córdoba, para me informar depois! haha


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