Os “faults” do bloqueio do Brasil

12/08/2010 às 11:25 | Publicado em Bloqueio, Grand Prix, Seleção brasileira | 1 Comentário
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Triplo do Brasil falha contra a Itália

Analisando as estatísticas fornecidas pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) do duelo entre Brasil e Itália, chama a atenção o alto índice de erros do bloqueio brasileiro: 27 “faults” em 57 tentativas, ou 47,3% do total. Somente como comparativo, o índice das italianas ficou em 25% (11 de 44). “Faults” são aquelas bolas que nem caem na quadra rival e nem proporcionam um rebote de sucesso.

Boa parte destes números pode ser traduzido em “exploradas” do ataque adversário, recurso bastante utilizado por seleções de baixa estatura. Melhor jogo do Brasil até agora, a vitória contra o Japão já havia mascarado esta deficiência: na ocasião, foram 20 “faults”, número alto mesmo diante das nipônicas que usam este recurso com frequência devido à estatura abaixo da média. Mas acabou passando batido graças às belas atuações das atacantes, em especial Sheilla e Jaqueline.

O que mais preocupa, porém, é que, de todos os 27 “faults” do bloqueio do Brasil no último domingo, 14 vieram das meios-de-rede (sete de Fabiana e sete de Thaísa), as duas jogadoras mais altas do time (respectivamente 1,93m e 1,96m). Dona da mais alta estatura entre as demais que estiveram em quadra, Mari, de 1,88m, também não foi bem e, dos seis bloqueios em que tocou, cometeu 5 “faults” e proporcionou apenas um rebote.

Antes de viajar para Macau, Thaísa reconheceu a falha. “Eu e a Fabiana temos que trabalhar isso. Vamos pedir para o Zé para treinarmos mais bloqueio e invasão”, afirmou a atleta. Ela, aliás, teve uma queda visível no fundamento ao longo do final de semana: marcou oito pontos de bloqueio contra Taiwan, cinco a mais que os jogos SOMADOS ante Japão e Itália.

Incomuns, as falhas do bloqueio podem encontrar na estreia uma explicação, exemplificada na curiosa declaração de Thaísa, que admitiu ter pulado menos para pegar as baixinhas de Taiwan. “Estava indo muito alto no bloqueio e o ataque delas passava por baixo dos meus braços. O Zé Roberto me ajudou e me pediu para saltar menos e a partir daí fui melhor”, afirmou, na sexta.

Adversárias deste fim de semana, Holanda e China possuem quatro atletas entre as dez atacantes mais eficientes deste Grand Prix. Já a República Dominicana é comandada por um ex-assistente de Zé Roberto, Marcos Kwiek. Garantias de um teste e tanto para o bloqueio brasileiro.

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  1. […] fator importante que a segunda-feira provou é que sim, o bloqueio está de volta: depois de sofrer com as exploradas no primeiro fim de semana de disputas, Thaísa, Fabiana e cia parecem terem acertado o […]


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