Boa partida, mas… qual o real nível dos adversários?

22/08/2010 às 11:30 | Publicado em China, Grand Prix, Itália, Polônia, Rússia, Seleção brasileira | Deixe um comentário
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Estaria Barbolini escondendo o jogo? Eu acho que sim... (Divulgação/FIVB)

O discurso está ficando repetitivo, mas outra vez o Brasil teve uma boa apresentação no Grand Prix. Valendo o simbolismo da liderança na fase classificatória, o time verde-amarelo bateu a Polônia por 3 sets a 0.

Tendo feito todos os testes essenciais nas rodadas anteriores, Zé Roberto começou o jogo com aquele que é hoje o time titular: Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Mari, Fabiana, Thaísa e Fabi como líbero. Digo “hoje” porque cada vez mais a seleção feminina parece estar adquirindo uma caractéristica do time masculino: uma base fixa, mas jogadores do banco capazes de manter o alto nível.

Neste domingo, isto ficou bem claro no segundo set, quando Dani Lins e Natália entraram com 15/18 no placar e foram essenciais para a virada. Dani, em especial, foi muito bem no saque e depois fez uma boa distribuição para o fechamento da etapa. Parece ter acordado mesmo depois de apresentações ruins na segunda rodada, possivelmente sentindo que Ana Tiemi ainda está no páreo para o Mundial. Já Paula e Sassá não aproveitaram a chance no fim do terceiro set e, com recepções ruins, marcaram apenas um ponto cada. Estão, no momento, um nível abaixo de Jaque e Mari.

A grande dúvida que fica para a fase final do Grand Prix é com relação ao nível dos adversários. Que as brasileiras estão em evolução está claro, mas até que ponto as principais seleções rivais esconderam o jogo nesta fase classificatória?

Zé Roberto orienta as titulares do momento (Divulgação/FIVB)

A Polônia, por exemplo, jogou com sua principal jogadora, Skowronska, em apenas uma parte do primeiro set. Apesar de bem marcada pelo Brasil, ela conseguiu fazer três pontos e certamente não usou todo o repertório que possui.

A derrota da Itália para a República Dominicana é outro exemplo: apesar de o 3 a 2 ter sido uma zebra, este resultado não deve iludir ninguém, já que Massimo Barbolini não contou com cinco titulares: Jenny Barazza, Eleonora Lo Bianco, Antonella Del Core, Simona Gioli, todas poupadas, e a líbero Paola Cardullo, machucada. A oposta Serena Ortolani não jogou os dois sets finais.

Duas semanas atrás, as europeias bateram o Brasil em São Carlos mesmo sem Lo Bianco, Gioli e Cardullo. Acidente de percurso ou foco só quando interessa? Voto na segunda opção.

A China também é um caso a se pensar: de melhor time, as asiáticas sofreram três derrotas (uma para o Brasil) nos últimos cinco jogos. Sem contar com Ruoqi Hui, com o ombro lesionado, e com a classificação para a fase final já assegurada, teria a equipe “tirado o pé” do acelerador?

A fase final do Grand Prix, a partir de quarta, vai começar a solucionar esta dúvida. Mas não todas, dado que a prioridade do ano é o Mundial, motivo pelo qual Cuba e Rússia não fizeram a menor questão de jogar o GP. Por enquanto, nos divirtamos com a vitória de Taiwan, que pela primeira vez ganhou uma partida do Grand Prix (3 x 2 em Porto Rico). Aleluia!

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