EUA são favoritos, mas Paula ganha boa chance

26/08/2010 às 13:06 | Publicado em Grand Prix, Mari, Paula Pequeno, Polônia, Seleção brasileira | Deixe um comentário
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O placar de 25/21, 23/25, 25/20 e 25/17 pode até enganar quem não viu o jogo, mas a vitória contra a Polônia nesta quinta foi bem tensa. Até metade do terceiro set a preocupação veio por parte dos erros e bobeadas do Brasil, que quase colocaram o resultado em risco. Aí, Mari torceu o joelho direito e virou o centro das atenções, apesar da melhora do time em quadra.

Ainda não há um parecer definitivo sobre a situação dela, mas é provável que ela não jogue mais este Grand Prix. Além de ser bem difícil ela ter condições de voltar à quadra até domingo, não acho que valha a pena arriscar em ano de Mundial. Pode custar o título? Sim, mas, na boa, que se dane o GP porque a prioridade do ano é outra, o Mundial, único ouro importante que falta na galeria verde-amarela.

Com a lesão da Mari, Paula Pequeno deve ganhar a posição de titular – a não ser que o Zé surpreenda e coloque a Natália na ponta, mas essa opção nem foi testada em jogos e não deve aparecer de cara. MVP das Olimpíadas, a Paula vive uma má fase impressionante e sua bola só tem caído no chão depois de muita insistência. Em 11 jogos disputados pelo Brasil, ela entrou em quadra em dez, fazendo um total de 38 pontos. Somente nesta fase final, Jaqueline em 43.

Por outro lado, taí a grande chance da Paula de calar a boca de muitos que não a respeitaram – uma coisa é criticar e ela mesma deve ter a consciência que não está bem. Outra bem diferente é faltar com o respeito com uma atleta que “só” foi MVP de uma Olimpíada. Infelizmente, para muitas pessoas, atletas se dividem em dois gêneros: gênios e merdas, podendo se alternar entre ambos ao longo da carreira.

Hoje a Paula entrou vibrando e foi muito bem, especialmente na defesa. Eu diria que muito do fato de o Brasil não ter perdido a concentração com a saída da Mari foi mérito dela. Deu grande estabilidade ao passe e facilitou o trabalho da Fabíola, que só lhe levantou duas bolas: a do 7/4, convertida, e no match point, que ela não colocou no chão, mas Sheilla marcou na sequência. Daí a importância do rodízio feito pelo Zé Roberto no fim da fase classificatória.

EUA são favoritos

Por mais que o desempenho no quarto set tenha sido animador, não coloco o Brasil como favorito para o jogo desta quinta contra os Estados Unidos. Graças a tudo o que estão fazendo nesta fase final, as norte-americanas estão à nossa frente.

Elas possuem saques fortes e que serão uma prova de fogo para a recepção, ponto fraco das campeãs olímpicas. O bloqueio é poderoso e pode fazer muito estrago, já que Paula ainda busca sua melhor forma e Jaqueline tem um histórico de dificuldades contra times bons neste fundamento.

Por outro lado, Jaque vem em ascensão no ataque, deixando Sheilla menos sobrecarregada. Certamente alguma estratégia para escapar do paredão também está sendo montada pela comissão técnica. Além disto, o bloqueio precisa acertar de novo posicionamento depois de ser muito explorado contra a Polônia e a diminuição dos erros de saque são bem vindas – hoje, foram nove falhas do tipo, quase 50% dos 20 pontos cedidos às europeias de graça. Só há uma certeza: será um jogão.

Que a Mari se recupere a tempo do Mundial (Divulgação/FIVB)

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