Paula tem boas chances de ir ao Mundial. Mari nem tanto…

02/09/2010 às 21:19 | Publicado em Mari, Mundial, Paula Pequeno, Seleção brasileira | 8 Comentários
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“Só depende dela”. Foi assim que o médico da seleção feminina, Júlio Nardelli, definiu as chances de Paula Pequeno ir ao Mundial. Nesta quinta-feira foram realizados novos exames na ponteira e ela não precisará passar por nenhuma cirurgia. Continuará usando a bota imobilizadora, fará fisioterapia e, se estiver bem dentro de quatro semanas, viaja ao Japão.

Um prognóstico destes para uma jogadora que é chamada de “a filha do Wolverine” não poderia ser mais animador. Além de toda a vontade de estar no grupo que vai tentar o único título de importância que falta ao Brasil, ela tem o retrospecto a seu favor: em 2006, deu a luz a Mel em junho e em outubro já estava defendendo a seleção no Mundial. Jogou pouco, é verdade, mas estava lá quando muitos duvidaram.

Mari: A ruptura no ligamento cruzado da melhor jogadora do Grand Prix 2008 parece realmente ser parcial, mas ainda depende de outra avaliação, que será realizada no sábado durante a operação do menisco do joelho direito (cirurgia que já estava prevista). Aí o médico Ney Pecegueiro, do Unilever e da seleção masculina, verá se o ligamento segura o joelho até o Mundial – se sim, ela tem chances de ir.

Ainda que isso aconteça, porém, fato é que não teremos uma jogadora 100% em quadra. Isso sem contar o psicológico: não há como não se preocupar jogando com o joelho parcialmente rompido. Mari é guerreira, mas é natural a confiança cair nestas condições. Aconteceria com qualquer um. Estou na torcida por ela, mas não há como não estar preocupada…

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8 Comentários »

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  1. NÃO QUERO que a Mari vá ao Mundial. Essa pressa pode acabar com a carreira dela. Paula quer ir, nas mesmas condições de 2006, que vá! Mari, não! É um preço muito alto a pagar por um título que periga nem vir. Aliás, é muito provável que não venha.

    • Aj, vc tem todo direito de estar preocupado, mas eu tenho certeza que os médicos não vão arriscar suas reputações e muito menos a carreira da Mari. Eles são muito responsáveis e farão o que for melhor pra ela, afinal antes de serem médicos do esporte, eles são MÉDICOS e fizeram um juramento pela vida, pela cura . E quanto a conquista do mundial, pode até não vir, mas não custa nada torcer e acreditar não é mesmo? e eu tenho muita fé que ela virá.

  2. Que triste Carol! Realmente é preocupante. Mas eu tenho fé e sei que tudo vai acabar da melhor forma possível para a Mari. Afinal a função de torcedor não é essa? Acreditar até o final e mandar energias positivas? Pois bem, eu SOU BRASILEIRA E NÃO DESISTO NUNCA. Sei que os médicos das seleções de vôlei do Brasil não vão arriscar a reputação deles e muito menos a carreira da Mari, se houver algum perigo para a atleta eles farão a reconstrução total do ligamento, não tenho a menor dúvida disso. Que Deus faça o melhor pra ela. A parte boa é que a lesão da Paula é menos grave e sendo guerreira como ela é, tenho certeza que ela chegará voando no mundial.

  3. Como a vida pode ser injusta. Ano passado Mari jogou Copa Panamericana, Montreux, Sulamericano, GP… todos os torneios meias-boca que nenhuma estrela é obrigada a jogar. Enquanto isso Jaqueline brincava de casinha com seu marido e Paula cuidava de sua própria vida. Na hora do melhor, da cereja do bolo, a ponteira que passou pelos campeonatos mais “pebas”, que foi importantíssima na transição seleção olímpica para pós-olímpica, ficará fora do melhor da festa. Não entendo essas coisas.

  4. Concordo plenamente com o Kid: é muito injusto o que aconteceu com a Mari. Mas, fazer o quê? É a vida. Ainda quero ouvir os médicos antes de formar uma opinião definitiva sobre o assunto, mas mesmo que o rompimento, de fato, seja parcial, eu ficaria com muito medo de convocá-la… Abs, Carol

  5. Muito interessante o comentário do Kid! Não tinha pensado nisso!
    Assim como vcs, tb estou preocupada com a situação da Mari. Mas amanhã teremos essa resposta definitiva se ela vai ou não ao Mundial. Nessas horas, vou torcer é pela carreira dela. Não adianta ir ao Mundial meia-boca e depois ficar com receio de saltar. É melhor ela pensar em Londres.
    Bom, mas td isso são meras especulações. A resposta definitiva só sai amanhã mesmo. Vamos torcer!

  6. Jaqueline ficou um ano fora da seleção. Não viajou, não jogou campeonatos desgastantes, não sofreu pressão por manter o nível da seleção campeã olímpica. Paula em menor proporção, mas também aconteceu o mesmo. Quem dúvida que isso influenciou na forma que Jaqueline está hoje? Para completar Zé Roberto não levou isso em consideração em nenhum momento. Roas, jaqueline ficou um ano fora para casar, o normal seria ela reconquistar seu lugar na seleção, certo? Não para Zé Roberto que a colocou de titular logo no início da preparação.

    Mas esperar gratidão, reconhecimento de trabalho, de servições prestados… no Brasil é besteira. Vi, por exemplo, vários jornalistas pedindo Natália no lugar de Sheilla e Paula de titular no início do Grand Prix. E melhor, se o argumento fosse que elas estavam melhor tudo bem, mas não, o argumento era que Natália tinha mais força e Paula mais vibração. E essas pessoas dizem entender de vôlei. Para quem acorda às madrugadas há quinze anos para ver a seleção, isso soa uma heresia imperdoável.

  7. Paulo: Acho a titularidade da Jaqueline justíssima por tudo o que ela fez na última temporada. Como o mau começo da Paula no Grand Prix provou, as ponteiras principais hoje do Brasil são ela e a Mari. Ano passado foi ano passado e o Zé mostrou o reconhecimento pelos trabalhos prestados dando várias chances para a Paula durante o GP, até que ela finalmente pegasse o ritmo. Quanto aos pedidos de Natália titular na saída, concordo contigo: Sheilla é merecidamente a dona da posição. O “problema” dela é que não se trata de uma jogadora tão espetaculosa quanto a Natália… ela joga muito mais na base da inteligência do que na força e isso não chama tanto a atenção de quem não acompanha muito. Por isso, é menos badalada do que deveria.

    Vanessa: Você está certa: Olimpíada > Mundial. Claro que quero a Mari no Mundial, mas não a qualquer preço…


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