Dezesseis menos dois

06/09/2010 às 22:49 | Publicado em Bernardinho, Mundial, Seleção brasileira | 4 Comentários

Além da cirurgia da Mari, o mundo voleibolístico teve neste fim de semana os últimos jogos da seleção masculina no Brasil, também conhecidos como aqueles que serviram para o técnico Bernardinho ter uma ideia melhor sobre quais serão os dois jogadores cortados do Mundial da Itália.

As escalações variaram bastante de um dia para o outro e somente Murilo, que vem sendo incontestável este ano, e Mario Jr., machucado, não entraram em quadra. Derrotada facilmente nos dois primeiros jogos, a Polônia também fez rodízio e só quando Kurek esteve em quadra conseguiu, de fato, incomodar o Brasil.

O 3 a 2 do domingo, aliás, foi recheado de falhas no passe verde-amarelo e rendeu uma cena sensacional: o Bernardinho louco da vida, mas sem poder fazer quase nada porque estava na cadeira de rodas. Em certo momento, ele ficou tão nervoso com o time que não me espantaria de vê-lo jogar a cadeira em algum infeliz por ali… rs

Encerrados os amistosos, a CBV informou que a lista final para o Mundial provavelmente sai no dia 13, um antes do embarque. Dos 16 que treinam em Saquarema, dois poderão se apresentar aos seus respectivos clubes mais cedo.

Na minha opinião, dez já estão garantidos: Bruno, Dante, Giba, Leandro Vissotto, Lucão, Mario Jr., Marlon, Murilo, Rodrigão e Théo. Os outros seis (Alan, Éder, João Paulo Tavares, João Paulo Bravo, Sidão e Thiago Alves) lutarão pelas quatro vagas restantes.

Quais são as principais dúvidas do Bernardinho? Tentaremos destrinchá-las:

Quatro centrais? Cinco ponteiros?
Com a possibilidade de inscrever 14 jogadores para o Mundial da Itália, o técnico brasileiro deve contar com dois levantadores, dois opostos, dois líberos e … quatro centrais e quatro ponteiros ou três centrais e cinco ponteiros? Voto na primeira opção, até porque ter cinco jogadores para disputar duas vagas de titular me parece um exagero…

Thiago Alves, João Paulo Bravo ou João Paulo Tavares?
Murilo, Giba e Dante certamente passarão o fim de setembro e o começo de outubro na Europa, mas quem vai com eles na ponta? Thiago, João Paulo Bravo e João Paulo Tavares são candidatos a um ou dois lugares na posição e acredito que Thiago seja favorito pelo fato de ser sido convocação constantes desde Pequim. Tavares também joga de oposto, mas este fator não me parece fundamental nesta convocação. Já Bravo também virou opção como líbero… porém, o fato de ter sido mais aproveitado durante as partidas em Curitiba como atacante me deixou intrigada e pode ser um sinal que ele será o grande coringa da equipe.

Líbero reserva: Alan ou João Paulo Bravo?
A possibilidade de levar um líbero reserva abriu uma grande oportunidade para Alan voltar a jogar em grande estilo. Era ele, aliás, que no fim do outro ciclo olímpico estava sendo preparado para substituir Serginho, mas duas lesões no tendão-de-Aquiles o deixaram quase dois anos afastado das quadras e Mario Jr. aproveitou a oportunidade com tudo.

Sinceramente, não o achei tão bem nos jogos em Curitiba e chamaria o Bravo pela experiência na Itália e pela possibilidade de também atuar na ponta, se for necessário. Porém, a comissão técnica pode optar por alguém que seja especialista na função, algo que o Bernardinho sempre prestigiou.

Reserva no meio-de-rede
Rodrigão, pela experiência, e Lucão, por tudo o que jogou na Liga Mundial, são hoje os titulares do time, enquanto Éder e Sidão disputam a terceira vaga na posição, certamente a mais bem servida hoje no Brasil tanto na equipe masculina quanto na feminina.

Sidão foi muito, muito bem nos amistosos e por isso desponta como o favorito. Éder também é ótimo jogador, mas a pubalgia que o afetou após a Superliga diminuiu as chances dele nesta temporada de seleções. Se Bernardinho levar quatro centrais, o que tem uma boa chance de acontecer, entra.

Enquanto isso…– A Mari saiu da clínica onde estava internada e as notícias vindas do site oficial dela são muito boas: a jogadora já consegue flexionar a perna em 90 graus e até deu alguns passos. Nada mau para quem tem pouco mais de 72 horas de pós-operatório.

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4 Comentários »

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  1. Vixi, entrou errado meu comentário anterior. rs. Tem como apagá-lo?

    O que eu queria comentar é a incrível facilidade que essa seleção tem em se renovar! Entra ciclo, fecha ciclo, e lá tá o Brasil cheio de novos excelentes jogadores, que nos fazem esquecer por alguns instantes nomes como André Heller, André Nascimento, Gustavo…
    Tudo isso é fruto desse trabalho de base, do trabalho do Bernardinho em sempre contar com um grupo grande em Saquarema para poder avaliar todos eles mais de perto.
    E agora, prestes a começar mais um Mundial, não se sabe ao certo os 14 que embarcam, tamanha a qualidade do material humano do Brasil. Isso porque muita gente boa nem está no atual grupo, como Wallace, Sandro, Bruno Zanuto, Rodriguinho, Ricardinho…
    Queria muito ver o Bravo no Mundial. Pouco conhecido do grande público, ele mostrou muito bom vôlei agora em Curitiba. E dá um volume de jogo incrível. Mas, ao mesmo tempo que quero o Bravo lá, tenho receio de ficarmos apenas com um líbero. Não sei até que ponto é bom arriscar! Por mais que o Alan esteja bem longe de sua melhor condição técnica, sei lá.. Pelo menos ele é líbero. rs.
    Beijos

    • Isso é tudo mérito do Bernardinho, não se pode negar… com o trabalho feito por ele, certamente teremos um bom time, no mínimo, até 2020. Quanto ao Mundial, eu levaria o JP Bravo, sem dúvida.

      Abs,

  2. Enquanto o Bernardinho esquenta a cabeça pra saber quem vai cortar por tantas opções boas, o Zé Roberto ao contrário tbm esquenta a cabeça, mas por falta de opção.Eu acho incrível o poder de renovação do vôlei masculino e não entendo porque o feminino não tem esse mesmo poder. Tirando as jogadoras que hoje compõem o grupo da seleção, principalmente as meio de rede, vc não vê outras jogadoras capazes de formar uma equipe b tão competitiva quanto a principal, assim como o masculino, que tem condições de formar até 3 times. Vc poderia me ajudar a entender essa disparidade? As jogadoras que foram campeãs do mundial juvenil quem são? onde jogam? porque não chegam a seleção adulta? com excessão da Natália não conheço nenhuma outra. Tem alguma coisa com o tempo de maturação? as mulheres demoram mais tempo para amadurecer e aparecer? Desculpe tantas perguntas!

    • Então, Sandra, praticamente não ter dado espaço ao time B é uma falha do Zé Roberto no comando da seleção, com nomes como a própria Garay, Lia, Tandara, Juciely, etc, etc…

      Mas, se você considerar a pressão que ele teve no último ciclo olímpico, especialmente no ano de 2007 (perda do Pan um ano pós-perda do Mundial, grupo quebrado, quinto lugar no Grand Prix) não havia mesmo como dar espaço a isso, pois tudo tinha que ser voltado para Pequim. Não que fosse ter algo a ver, mas imagine se as Olimpíadas não fossem 100% de prioridade e o Brasil perde aquele ouro? O mundo ia cair matando em cima de novo. Foi o famoso “um passário na mão é melhor que dois voando”.

      Outra coisa: se você for lembrar, o Bernardinho só começou a trabalhar para valer esse time B pós-Atenas. Na seleção feminina, talvez essa necessidade ainda não seja tão urgente porque a média de idade do grupo não é alta (oito campeãs olímpicas permanecem, sendo que a Wal poderia seguir tranquilamente, se quisesse).

      Abs,


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