Os próximos – Parte I

01/09/2012 às 20:29 | Publicado em Rio 2016, Seleção brasileira | 9 Comentários


Depois de especularmos em posts anteriores quem deve sair e quem deve ficar nas seleções durante o próximo ciclo olímpico, chegou a hora de tentarmos prever os nomes da nova geração. Trata-se de um exercício de futurologia difícil, pois quatro anos é muito tempo. Em 2008, por exemplo, um ouro olímpico não era mais que um sonho distante para Fernanda Garay e Tandara, mas em Londres elas chegaram lá…

Como este é um assunto muito extenso, vamos dividir o tema em quatro partes. Hoje, trataremos das posições de levantadora, líbero e oposta no feminino. Amanhã, o assunto serão as ponteiras e as centrais. Na segunda e na terça, seguiremos com a mesma lógica no masculino.

Como sempre, o espaço está aberto aqui e no Facebook para a opinião de vocês.

Levantadora

Dani Lins mandou muito bem a partir da metade da Olimpíada, mas isso ainda não é o suficiente para solucionar o velho problema de “entra e sai” no posto. Por enquanto, a única coisa que me parece certo entre as levantadoras é que, pela idade, finalmente ninguém cogitará mais o retorno de Fofão e/ou Venturini “só mais um pouquinho”.

Portanto, o Brasil vai ter que se virar. Por ter sido campeã olímpica, Dani ganha confiança e sai um pouco na frente, mas é hora de investir em um nome mais jovem ainda para não cairmos no mesmo erro de antes. Neste momento, eu escolheria Claudinha, talentosa jogadora do Minas que está prestes a completar 25 anos e já foi observada por Zé Roberto na seleção B.

Como levantadora é uma posição em que a idade tem um impacto até positivo, também não descartaria da briga Fernandinha, que não aproveitou direito a chance que teve em Londres, mas já mostrou que joga muito, tem uma característica de velocidade e volta ao Brasil justamente para atuar sob o comando de Zé Roberto em Campinas. Já Fabíola, apesar do estranho corte pós-Grand Prix, pode muito bem voltar, especialmente se continuar atuando em alto nível em Osasco.

Líbero

A maior “barbada” desta análise: Camila Brait. Excelente jogadora, com boa rodagem, ninguém acharia um absurdo ela ter jogado já na última Olimpíada. Aliás, uma parte considerável da torcida preferia vê-la na lugar de Fabi, mas Zé Roberto preferiu apostar no espírito de liderança da veterana.

Agora, chegou a hora de Camila. Porém, acho prudente pensar em outro nome porque nunca se sabe quando acontece uma contusão. E é justamente nesta função de “stand by” que eu colocaria Fabi, cuja forma física impressiona e cuja experiência pode ser muito útil nos próximos anos.

Uma aposta ousada seria Tássia, do Minas, que teve bons números na última Superliga. Gosto também de Suelen, que se movimenta bem apesar de estar acima do peso. Se ela conseguisse entrar em forma e encaixar uma boa sequência em Campinas, acho que se colocaria nesta briga pela reserva.

Oposta

Sheilla, sem dúvida alguma, já está no hall das grandes do voleibol mundial e só uma enorme surpresa a fará com que ela não mantenha o alto nível nos próximos anos. A dúvida é quem a substituirá nos momentos de descanso ou por variações táticas.

É aí que a briga fica interessante: hoje essa posição é de Tandara, mas tem muita gente boa aí. Mari, por exemplo: contusões e um desempenho abaixo do esperado a tiraram de Londres, mas não vejo motivos para ela não voltar. Trata-se apenas de uma questão de vontade e foco na carreira, pois a loira ainda tem muito a contribuir. O fato de ela jogar a próxima temporada longe, lá na Turquia, pode ajudá-la muito neste processo, já que no exterior é mais fácil se blindar de críticas e cobranças.

Não vejo as críticas dela a Zé Roberto como algo que pode impedir o retorno. Por diversas vezes, inclusive após o ouro na Inglaterra, o treinador já deixou claro que a admira e a considera como uma filha. Além do mais, em 2007 ambos tiveram um desentendimento pior e tudo se resolveu…

Joycinha é um nome que está sempre aí, mas precisa ser mais decisiva. Gosto também do jogo de Ju Nogueira, só que a jovem tem que se firmar em clubes antes de sonhar com qualquer coisa na seleção. E, caso nenhuma oposta além de Sheilla faça um ciclo consistente, há sempre a opção do recurso usado com Tandara este ano: deslocar uma ponteira para a saída. Aí, além da própria jogadora do Sesi, Natália entra nesta lista, e (por que não?) Priscila Daroit.

Mas as ponteiras são assunto para este domingo, assim como as centrais. Até lá, você pode fazer seus comentários aqui ou através do Facebook.

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9 Comentários »

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  1. Concordo com tudo, mas tem a Verê e a Michelle, líberos do Sesi. As duas são ótimas líberos e tem potencial pra jogarem na seleção!

  2. Primeiramente Carol quero falar da minha alegria de tê-la de volta aos pots. É muito bom ver sua competência e suas opiniões sensatas e imparciais. Estava me sentindo órfã disso tudo.
    Quanto ao assunto em questão concordo que Camila Brait é incontestável e a experiência de Fabi pode ajudar numa possível reserva. Isso se a regra mudar e permitir duas líberos, caso contrário não é coerente tirar uma jogadora de linha pra levar 2 líberos, nesse caso vejo a Verê e a Michelle melhores que a Suellen pra disputar com a Camila.
    Joycinha e Jú Nogueira precisam crescer muito. Pra mim não merecem nenhuma confiança, sempre “tremem” nos momentos difíceis (espero que queimem minha língua, assim como fez Dani Lins).Hoje vejo a Tandara a frente dessas outras e somente Natália e Mari (se colocar a cabeça no lugar e voltar a jogar) têm chances de brigar por uma vaga. Ainda dependemos muito da Sheilla, o que preocupa muito tanto pela idade quanto pela parte física dela (que já não é a mesma de 2 anos atrás por exemplo) apesar do show que ela deu nas quartas contra a Russia, mas sua presença é fundamental na seleção para o novo ciclo por toda a liderança, experiência e pela personalidade de grupo dela, acho que até se ficar na reserva terá participação marcante e importante.
    Acho que agora Dani Lins ganhou a confiança e personalidade que tanto eu sentia falta nela e a tendência dela é crescer mais ainda, acho que será titular e aposto na Claudinha ou na Fabíola dependendo da atuação delas na superliga. Não acredito em Fernandinha para o futuro (até pelos problemas na coluna) ela não vai aguentar a carga do clube e da seleção.

  3. Ju Nogueira e Claudinha? Muito medo mesmo! A primeira é muito fraca e a segunda muito imprecisa.

    A equipe, sem maiores surpresas, será:
    Levantadoras: Dani lins/Fernandinha, Sheilla/Joycinha
    Ponteiras: Nathália, Jaque e Garay e mais uma (Tandara, Gabizinha ou Daroit); Meio-de-rede: Fabizona, Thaisa e mais uma (Adenizia, Jucy e Natasha na briga), Líberos: Camila Brait/Fabizinha.

    Mari não retorna. Jogou mto mal esse ciclo e criticou abertamente o técnico chamando-o de antiético. Duvido que ele reconsidere até pq ela não tá jogando pra estar na SFV. Fabíola, infelizmente, não deve voltar também. Isso sim é uma injustiça pq ela tem mto mais voleibol do que Fernandinha que fez um torneio olímpico desastroso. Comprometeu no início e no fim, entrava pra errar o saque.. Aff!

    Com as grandes seleções em mudanças bruscas de elenco como Itália e Rússia, eu acredito no tri olimpíco #GoSFV

  4. Acho que passado o susto de Londres e com sucesso, é hora de ter a cabeça fria, e planejamento, porque este faltou nesse último ciclo, graças a Deus que não comprometeu. Na minha opinião Zé Roberto deveria dar chances ao maior número de jogadoras possíveis, na seleção A, na seleção B e até mesmo que houvesse um acordo pra levar na seleção militar jovens promessas, para irem se habituando a campeonatos internacionais e etc….
    Mas convocar quem pode estar lá, porque quantidade, não significa qualidade. Vou colocar nomes aqui em todas as posições que eu gostaria de ver na seleção.

    Levantadoras: Lins, Fernandinha, Fabíola,Claudinha, Jú Carrijo
    Líberos: Brait, Fabí,Tássia, Sassá(e por que não)
    Centrais: Thaíza, Adê, Fabizona, Andressa, Carla
    Opostas: Sheilla, Tandara, Ju Nogueira(a mais nova, mas tem que deixar de ser reserva),Joycinha e até mesmo Mari
    Pontas: Natália, Garay,Daroit, Gabi,Jaque(???depende fisicamente????),Helen Braga….

    E torcer muito pra alguém surgir e surpreender principalmente ponteira passadora alta….

  5. […] à série dos nomes mais cotados para defender a seleção brasileira nos próximos anos, iniciada aqui, vamos falar de ponteiras e centrais. Ponteiras: Logo após as Olimpíadas de Atenas, o principal […]

  6. Pessoal, obrigado pelas contribuições. Abs

  7. […] entre centrais e ponteiros. Antes, porém, vale lembrar que os demais posts da série estão aqui (levantadoras, líberos e opostas), aqui (centrais e ponteiras) e aqui também (levantadores, […]

  8. Chocado com a opinião do povo gente KKKKKKKKK. Como assim Joycinha? Ela vinga mal no Vôlei Futuro vai dar conta na seleção? Prfvr né.
    Em relação a ponteiras gabizinha se continuar focada tem tudo pra dar MUITO certo. Torço bastante pela Natália que pra mim em relação de ataque não tem mais potente. Se bobear poderíamos pegar a Rosamaria Montibeller que é da seleção juvenil e tem tudo pra dar certo.

  9. JULIANA NOGUEIRA???? AFF! ELA CONSEGUE SER PIOR QUE JOYCINHA.NAS OUTRAS POSIÇÕES DE ACORDO COM TUDO. MS OPOSTA TERÁ QUE SER MARI, TANDARA OU NATÁLIA. É O QUE TEM NO MOMENTO.


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