Análise da Superliga masculina: campeonato enfraquecido, mas ainda equilibrado

24/11/2012 às 18:08 | Publicado em Superliga | Deixe um comentário

Problemas no aeroporto de BH fizeram o Minas e o Sada se atrasarem e perderem a foto na festa da Superliga (Crédito: Divulgação/CBV)

Em cima da hora e sob o impacto da boa vitória da Medley Campinas sobre o Sollys, vamos à análise da Superliga masculina 2012/2013:

O favorito: Sada Cruzeiro

A disputa entre os homens está bem mais equilibrada que no feminino, mas decidi apostar no Sada Cruzeiro como o time a ser batido pelo histórico dos últimos anos: a última vez que os mineiros não chegaram pelo menos na semifinal da disputa foi em 2008. O entrosamento é o ponto forte da equipe, que praticamente não perdeu jogadores nesta temporada e ainda se reforçou com o cubano Leal. Não se pode dizer que o time do Sada é recheado de estrelas, mas o que não falta ali são jogadores competentes e um técnico idem, o argentino Marcelo Mendez. Por fim, ainda há um jogador em ascensão e capaz de desequilibrar qualquer partida: Wallace

Enchendo o balde para jogar água no chopp: Sesi e RJX

Dividindo os principais astros da seleção brasileira que atuam por aqui, o RJX e o Sesi se reforçaram muito bem na última abertura de mercado e vão lutar com tudo pelo título. Porém, considero o Sesi um pouquinho à frente dos cariocas por conta da oportunidade de fazer uma melhor preparação através de um Estadual forte e por ter um elenco menos dependente dos titulares. De qualquer forma, nenhum dos dois deixa nada a dever para o Sada

Correndo por fora: Medley/Campinas e Minas

A chegada do excelente Marcos Pacheco já deu outra cara para Campinas, que trouxe Rivaldo, o cubano Despaigne e Alan para se juntar a André Heller na luta pela taça. Só que falta ainda um pouco de consistência para desafiar os favoritos, o que pode ser adquirido ao longo da competição. O mesmo acontece com o Minas, que aposta em um elenco parecido com o da temporada passada para chegar longe. Vamos ver até que ponto Horácio Dileo consegue manter o bom trabalho de Marcelo Fronckowiak. Destaque para a chegada do argentino Quiroga.

Pra derrubar um “grande”: Vôlei Futuro, Canoas, Super Imperatriz Florianópolis e São Bernardo

Uma pena que Florianópolis e Vôlei Futuro, dois dos mais importantes times dos últimos anos, tenham perdido investimentos e não possuam mais 20% das chances que já tiveram… Este quarto grupo, aliás, pode ser dividido em duas categorias: a dos que apostam em jovens (Florianópolis e SBC) e dos que tentam engrenar sob o comando de um nome badalado (Vôlei Futuro e Canoas). O primeiro caso tem um bom retrospecto, já que no campeonato passado a equipe de ABC por pouco não tirou o Sada nas quartas e a Cimed teve um início de projeto alucinante investindo nesta fórmula. Já no segundo caso, vamos ver até onde o talento e a liderança de Ricardinho e Gustavo são capazes de mover um time.

Coadjuvantes: Pindamonhangaba, Juiz de Fora e Volta Redonda

Grupo que vai se dar por muito satisfeito se conseguir passar para os playoffs. Só possuem chance de título em caso de milagre, mas devem ser aplaudidos por persistirem com o projeto mesmo sem o apoio ideal, dando emprego para vários atletas e permitindo a realização de um campeonato razoável.

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