Zé e Bernardinho ficam nas seleções: nada mais justo

01/12/2012 às 11:30 | Publicado em Bernardinho, Rio 2016, Seleção brasileira, Zé Roberto | 4 Comentários

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Quando li, uns tempos atrás, que o Ary Graça exigia exclusividade para manter Zé Roberto e Bernardinho, como treinadores das seleções brasileiras de vôlei, eu não acreditei. Pra mim, este era um pedido descabido, já que ambos cansaram de mostrar competência e os próprios preferem não ficar metade do ano só observando atletas. Aliás, desde que assumiram as seleções os dois trabalham assim e os resultados estão aí. Pra que mudar?

A CBV poderia se apegar a vários outros argumentos se quisesse mudar os técnicos, menos este. Tanto era um absurdo, que a entidade voltou atrás e, mesmo com Zé no Vôlei Amil, já o confirmou oficialmente no cargo, enquanto Bernardinho, que trabalha na Unilever, está prestes a assinar.

Não sou favorável à permanência de alguém muito tempo em qualquer cargo dado o desgaste que isso naturalmente gera, mas, neste caso, abro uma exceção. Diante de uma Olimpíada em casa, onde a pressão será ainda maior que o normal, não há nomes melhor preparados. Juntos, os dois somam oito medalhas olímpicas, sendo quatro de ouro, e já conhecem todos os detalhes que envolvem uma competição deste porte.

Além disto, atualmente no Brasil, não possuimos nenhum outro treinador que tenha um status de “unanimidade” como rival de qualquer um deles. Fala-se principalmente de Giovane e Luizomar de Moura, mas acredito que os dois ainda precisam de mais algum tempo para estar prontos para esta função. Se a próxima Olimpíada não fosse no Brasil, talvez até desse para arriscar, mas, diante da torcida, é melhor apostar no que já deu certo em diversas situações.

Claro que nem Zé e nem Bernardinho são perfeitos. Zé, por exemplo, vive um desgaste claro com as meninas, apesar de eu achar que a situação não é tão grave assim. Bernardinho, por sua vez, também cometeu “cabeçadas” ao longo do último ciclo olímpico. Ainda assim, eu acho que o trabalho rumo ao Rio 2016 não poderia começar melhor.

E você? Gostou da manutenção dos treinadores na seleção? Vote e depois opine nos comentários!

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4 Comentários »

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  1. Concordo com o texto seria injustiça depois de tudo que os dois conquistaram, na hora do filé (olimpíada no Rio), os dois tivessem que deixar o comando das seleções. Luizomar até que tem um histórico nas divisões de base,mas,Giovane como técnico só tem um título de superliga pelo Sesi. Acho que antes do Giovane outros técnicos merecem a chance.

  2. São dois técnicos competentes e vencedores, merecem estar nas olimpíadas Rio-2016. Torço apenas que ambos façam nestes próximos quatro anos uma renovação coerente e “justa”, proporcionando experiencia a novos atletas, e que em 2016 não formem as seleções baseadas em “panelas” e sim com os melhores. Que novos técnicos possam estar preparados em 2016 para assumirem as seleções

  3. Concordo com o que a Ana Laura. Giovane ainda tem um longo caminho a trilhar para chegar a seleção, e há nomes mais forte do que o dele para a vaga, como o Pacheco, do Campinas.

    Sobre a permanência dos atuais técnicos, acho justa e coerente. Não há nome no feminino ainda capaz de substituir o Zé. Só se fossem trocá-lo pelo Bernardinho.

  4. Boa, pessoal. A julgar por esta pequena amostra, a decisão da CBV é uma unanimidade. Abs a todos


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