Liga Mundial ganha regulamento bizarro após inchar com o Grand Prix

07/12/2012 às 18:50 | Publicado em Grand Prix, Liga Mundial | 2 Comentários
Estados Unidos: será que o quarto título seguido vem aí?

Estados Unidos: será que o quarto título seguido vem aí?

Sem perder tempo, Ary Graça já começou a promover as primeiras mudanças no comando da FIVB: as edições 2013 tanto da Liga Mundial quanto do Grand Prix apresentam mudanças significativas, especialmente no quesito “engordadas”, com o aumento do número de participantes de cada uma das competições.

Até entendo e concordo que a FIVB queira tornar o esporte mais popular em diversos países, mas não acredito que a melhor alternativa seja simplesmente abrir mais vagas nos principais torneios do mundo. A Liga Mundial, por exemplo, ganhou mais dois times (são 18 agora) e um regulamento bizarríssimo, tendo dois grupos muito fortes (A: Brasil, Polônia, Estados Unidos, Bulgária, Argentina e França e/ B: Rússia, Itália, Cuba, Sérvia, Alemanha, Irã) e um terceiro bem mais fraco (Canadá, Coreia do Sul, Finlândia, Holanda e mais duas seleções a serem definidas).

Para as finais, vão se classificar os três primeiros do A e do B e só o melhor do C, além do país-sede, que será definido em janeiro. Não há ainda informações sobre como será o formato desta disputa pelo título entre os oitos times que sobreviverem.

Já o Grand Prix pula de 16 para 20 equipes, com a distribuição de convites para a Itália, Rússia, Turquia e Alemanha. Em teoria, o nível técnico da disputa aumentou, mas, ao menos para 2013, não se iluda: o próprio Brasil tende a jogar desfalcado de algumas de suas principais atletas. As principais seleções estrangeiras, que normalmente já não fazem aqueeeela questão de jogar o GP, devem seguir pelo mesmo caminho, até por estarmos vivendo o primeiro ano de um novo ciclo olímpico.

E, apesar de haver mais jogos fora da Ásia, a velha reclamação dos torcedores de vôlei feminino contra os jogos na madrugada durará mais uma edição, já que as finais estão programadas para o Japão, que recebeu a disputa do título três vezes em um passado recente (2005, 2008 e 2009). Em resumo, preparem-se para viver mais alguns dias de zumbi no ano que se apresentam.

A verdade é que a Liga Mundial e o Grand Prix precisam se reinventar. Se por um lado é importante para o vôlei ter as seleções jogando todos os anos, por outro é inegável o desgaste que esses torneios geram nos jogadores por terem um período de disputas de algumas semanas, sem contar os treinos. Algo precisa ser feito. Talvez uma readequação no calendário para o torcedor não ficar perdido entre Liga, GP, Copa do Mundo, Copa dos Campeões, Mundial, Olimpíadas, sem saber diferenciar direito os cinco primeiros (acredite, há muito gente que se confunde). Uma disputa menor, aumentando a importância de cada partida para o seu destino na competição também tornaria tudo mais interessante, e ainda teria o bônus de proporcionar maior tempo de descanso para as estrelas.

E você, gostou das novidades no GP e na Liga? Na sua opinião, os torneios estão desgastados?

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2 Comentários »

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  1. Acho que a Liga Mundial e o Grand Prix poderiam ter um formato como o da Copa Davis. Um mata mata, os eliminados na primeira fase disputariam um repescagem e assim por diante igual acontece no Tênis. E das outras grandes competições, eu deixaria só mundial, Olímpiadas e Copa do Mundo, com esse ano pós-olímpico sendo de folga para as seleções ou de qualificação para mundial.

  2. Se a intenção era tornar o campeonato mais atrativo, a decisão não parece ter sido muito inteligente e pelo jeito nada vai mudar. Mais uma vez as finais serão na Ásia. No GP as mudanças poderiam começar pelas premiações porque é vergonhoso a diferença entre as premiações do GP e da Liga, nem parece que vivemos um tempo de independencia feminina onde elas têm os salários equiparados aos dos homens, pelo menos para FIVB o tempo não passou e o masculino tem muito mais valor. O tempo da competição poderia diminuir muito, deveria se formar 4 grupos fixos de 4 seleções, os jogos aconteceriam de sexta a domingo e a sede poderia ser definida em um sorteio entre as 4 seleções. Os jogos passariam a ser mais interessantes pois somente os 2 melhores colocados de cada grupo se classificariam. A fase final entre as 8 seleções seria como na disputa olímpica com quartas de finais, semifinais e finais e a sede seria no país melhor classificado na primeira fase. Com esse formato faria sentido uma fase de classificação pois as partidas valeriam alguma coisa e não seriam só para fazer número como são atualmente, o tempo diminuiria em pelo menos 2 semanas e as viagens diminuiriam consideravelmente já que só jogariam em dois países diferentes e dependendo da classificação em apenas 1. Os grupos iniciais seria definido por sorteio com cabeças de chave igual a disputa olímpica. Acho que ficaria tudo muito mais interessante


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